terça-feira, 17 de janeiro de 2012


Consideraria minha vida um detestável vai-e-vem pois videei, por assim dizer, uma trilha de trem sem fim: Sem previsão de quando, mas a certeza que chegará. Certeza de uma exaltada agitação. Como? Eis minha nota para o dia de hoje: Oito. E a de ontem: 80 Amanhã: Oito ou 80, tanto faz. Pois há, amável leitor, um período em que tudo ocorre bem, em sua plenitude perfeição... Se retirasse o tudo, claro: dar-me medo. Deixa-me assustada. “Há algo errado, o que está por vir?” É tão grande pra ser verdade, em um mundo tão pequeno. Ou -a pior parte- quando não sobra um único fortalecimento para aguentar-se os males. Deixa-me angustiada. E dói. Dói. Esta é a porção de um todo que mais teima em permanecer por maior intervalo de tempo sendo ele, indeterminado. Pergunto-me: Quando, então, sou feliz? Inteiramente, em um equilíbrio estável. Sou muito nova pra isso.

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